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Astronomia

Eclipse lunar e transição do planeta Vênus acontecem no início de junho
01/06/2012 10:09

O trânsito de Vênus é raro e só deve acontecer novamente em 2117.

Eclipses solares e trânsito de planetas passando pelo Sol não são comuns no dia-a-dia. No inicio do mês de junho de 2012, porém, acontecerão ambos os eventos astronômicos.  No dia 4, ocorrerá um eclipse lunar parcial e no dia 5 um fenômeno ainda mais raro: o trânsito do planeta Venus em frente ao Sol.

O eclipse lunar é um fenômeno que ocorre quando a Terra de interpõe entre o Sol e a Lua, projetando uma sombra do planeta sobre o satélite. O eclipse que acontecerá agora será parcial porque apenas uma parte da lua passará pela sombra terrestre. O horário aproximado previsto para o acontecimento é 6 horas da manhã.
O fenômeno, no entanto, não poderá ser visto na capital de Mato Grosso. “Em Cuiabá, a lua já estará no solo, então não tem nem como ver o satélite. Já no extremo oeste do estado, como Comodoro e Aripuanã o evento será visível. Mas tem um porém, a lua já vai estar quase indo embora, então a população local terá que subir em morros altos ou prédios caso queiram apreciar o fenômeno”,  afirma Telma Couto, doutora em astronomia e professora aposentada da UFMT.
Os eclipses lunares chamam sempre muita atenção e despertam a imaginação. O eclipse total da lua não segue um ciclo, podendo demorar meses e até anos para acontecer no mesmo lugar. Em Cuiabá, a última vez que o fenômeno aconteceu foi dia 21 de dezembro de 2010. O próximo, visível na capital, será dia 15 de abril de 2014.
No dia 5 de junho acontece um raro trânsito, que é quando Vênus se alinha diretamente entre o Sol e o nosso planeta. Como consequência dessa interposição Vênus acaba projetando a sua pequena sombra em frente ao Sol. Esse fenômeno ocorre em pares, com um intervalo de oito anos, e depois levam pelo menos 105 anos e meio para repetirem.  O último trânsito ocorreu em 2004 e, após o deste mês, só acontecerá de novo em 2117.
O evento poderá ser acompanhado no Brasil apenas numa pequena região do seu extremo oeste, nos estados do Acre e Amazonas. Em Mato Grosso, como na maior parte do país, esse trânsito não será visível. Para Telma Couto, a população não deve esperar um evento grandioso. “Esse fenômeno não é tão fácil de ser visto, é como se fosse uma pontinha de sombra no Sol, algo quase imperceptível. Mas quem quiser ver deve se proteger com pedaços de vidros foscos para não correr o risco de ficar cego”, afirma. 

Adriele Rodrigues / Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

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